Comecei a programar em 2009, direto em PHP. De lá pra cá, passei por PHP puro, WordPress, Magento, Laravel, DDD, Arquitetura Hexagonal — e fundei a Inova Factory em 2010, ainda no início dessa trajetória. Se eu pudesse voltar e dar um conselho para o Carlos daquela época, seria mais sobre postura do que sobre tecnologia.
O que eu diria sobre tecnologia
Diria para parar de perseguir a próxima novidade e investir tempo em fundamentos: banco de dados bem modelado, código organizado, entender o problema antes de escrever a solução. Framework e linguagem mudam a cada poucos anos; a capacidade de modelar um problema corretamente não muda — e é ela que continua valendo depois de 17 anos.
Boa parte do que escrevo hoje neste blog — sobre modelagem de banco, sobre organização de domínio, sobre código legível — é exatamente esse fundamento que eu gostaria de ter levado mais a sério nos primeiros anos, em vez de correr atrás de cada framework novo que aparecia.
O que eu diria sobre carreira
Diria para não ter medo de ser generalista. Passei a carreira toda evitando virar "só" um especialista em uma linguagem, e isso me permitiu construir o Simulado Solidário sozinho — do banco de dados ao SEO, da arquitetura ao atendimento ao aluno. Não foi o caminho mais convencional, mas foi o que me deixou capaz de tirar uma ideia do papel sem depender de ninguém para começar.
O que eu não mudaria
Apesar de todos os atalhos que eu identificaria hoje, não mudaria a decisão de abrir a Inova Factory ainda no início da carreira. Aprender a entregar projeto para cliente de verdade, com prazo e orçamento real, ensinou mais sobre engenharia de software do que qualquer curso — e é esse mesmo instinto prático que uso até hoje para decidir o que construir do zero e o que usar pronto.





