Docker no meu fluxo: por que uso, e onde ainda prefiro sem

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Docker resolve um problema real — "funciona na minha máquina" — mas isso não significa que eu use em todo projeto. A decisão de usar container segue o mesmo critério pragmático que aplico em qualquer ferramenta: resolve um problema que eu tenho, ou é complexidade adicional sem necessidade?

Onde uso sem pensar duas vezes

Projetos com equipe, onde cada desenvolvedor precisa do mesmo ambiente exato — mesma versão de PHP, mesma extensão, mesma configuração de banco — Docker elimina uma categoria inteira de bug de "funciona aqui, não funciona lá". Também uso em qualquer projeto que vá rodar em produção com múltiplos serviços (aplicação, banco, fila, cache), porque orquestrar isso manualmente é mais trabalho do que configurar um `docker-compose.yml` uma única vez.

Onde ainda prefiro sem

Em projetos solo pequenos, como scripts de automação em Python ou protótipos rápidos, a camada extra de container às vezes atrapalha mais do que ajuda — o tempo de configurar supera o problema que resolveria. Uso o mesmo raciocínio que aplico para decidir entre SQLite e MySQL: a ferramenta certa depende do problema, não de qual é mais moderna.

Depois do ambiente, o processo de entrega

Ter ambiente consistente resolve metade do problema; a outra metade é automatizar como o código chega em produção — tema do próximo post, sobre CI/CD sem exagero.

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