IA generativa vai substituir o programador backend? Minha visão prática

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Essa pergunta aparece toda vez que uma nova geração de modelo de IA lança. Minha resposta não mudou muito nos últimos anos: a IA substitui a parte do trabalho que já era mecânica, mas não substitui quem entende o problema do cliente o suficiente pra saber o que construir.

O que já foi substituído, sem drama

Boilerplate, CRUD repetitivo, teste unitário óbvio — isso a IA já faz melhor e mais rápido que boa parte dos programadores júnior fazia há alguns anos. Não vejo motivo pra fingir que isso não aconteceu, e já escrevi sobre como uso isso a meu favor no dia a dia.

O que continua exigindo alguém que entende o negócio

Modelar corretamente uma entidade que carrega uma regra de negócio específica do cliente, decidir onde vale a pena investir em performance, avaliar o trade-off real entre monólito e microsserviço pra aquele contexto específico — isso exige alguém que entende o problema, não só quem sabe gerar código.

Onde vejo o mercado indo

O que muda é o que se espera de um programador júnior: cada vez menos "escreve código" e cada vez mais "entende o problema, valida a solução gerada, e sabe quando ela está errada". É uma barra mais alta de julgamento, não uma extinção da profissão.

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