Micro-frontends: solução real ou complexidade desnecessária?

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Micro-frontends propõem dividir uma aplicação web em pedaços independentes, cada um desenvolvido e implantado por um time separado, parecido com o que microsserviços fazem no backend. É uma ideia que resolve problema real de organização — só que só existe esse problema em uma escala específica de time.

O problema que micro-frontends resolvem

Quando múltiplos times grandes precisam trabalhar na mesma aplicação sem pisar no trabalho um do outro, dividir o frontend em pedaços independentes evita o gargalo de um único repositório monolítico com deploy coordenado entre todo mundo.

Por que raramente recomendo pra clientes

A maioria dos projetos que atendo tem um time pequeno, às vezes um programador só, cuidando do frontend inteiro. Nesse cenário, micro-frontends adicionam complexidade de orquestração e roteamento entre pedaços sem nenhum time grande pra justificar a divisão — o mesmo raciocínio que aplico à decisão entre monólito e microsserviço no backend.

Quando eu consideraria usar

Só num cenário de produto grande, com múltiplos times de frontend trabalhando em paralelo há tempo suficiente pra sentir o gargalo de coordenação. Fora isso, prefiro um frontend único bem organizado em módulos internos — resolve o mesmo problema de organização sem a complexidade de infraestrutura extra.

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