Nem tudo que preciso automatizar cabe dentro do Laravel, e não deveria caber. Uso Python e Playwright para tudo que envolve testar interfaces de verdade ou automatizar tarefas repetitivas que não fazem sentido dentro do ciclo de uma requisição web.
Onde o Playwright entra
Testes end-to-end que simulam um usuário real navegando, clicando e preenchendo formulário são mais confiáveis quando rodam fora do próprio framework que está sendo testado. O Playwright me dá isso: um navegador real, controlado por script, verificando que o fluxo completo — do cadastro à confirmação — continua funcionando depois de cada mudança.
No dia a dia, isso significa ter um script que abre o formulário de cadastro do Simulado Solidário, preenche cada campo como um aluno real preencheria, envia e confirma que a conta foi criada e o e-mail de boas-vindas chegou. Rodar esse script antes de cada deploy pega problemas que testes unitários não pegam, porque ele testa o sistema inteiro, do navegador ao banco de dados.
Onde o Python entra
Scripts de automação, scraping pontual, processamento de dados fora do fluxo principal da aplicação — para isso, Python é mais rápido de escrever do que forçar dentro do Laravel. A régua é a mesma de sempre: uso a ferramenta certa para o problema certo, em vez de tentar resolver tudo com a mesma linguagem só porque é a que uso todo dia.
Automação como rede de segurança, não como luxo
Em um projeto mantido por uma pessoa só, como o Simulado Solidário, esses scripts de teste automatizado funcionam como um segundo par de olhos que eu não tenho disponível o tempo todo. É a mesma lógica que uso para decidir o que construir do zero e o que usar pronto: automação de teste não é sobre seguir tendência, é sobre reduzir o risco de um erro chegar em produção sem ninguém perceber.


