Serverless promete escalar automaticamente e cobrar só pelo uso real, sem servidor pra gerenciar. Na prática, escolho entre serverless e servidor tradicional olhando pro padrão de tráfego do projeto, não pela promessa de marketing da tecnologia.
Quando serverless faz sentido
Carga de trabalho esporádica e imprevisível — um processamento que roda uma vez por dia, um webhook que recebe evento ocasional — é onde serverless brilha: você não paga por servidor ocioso a maior parte do tempo, e a escala automática cobre o pico sem configuração manual.
Quando prefiro servidor tradicional
Sistema com tráfego constante e previsível — a maioria dos projetos de cliente que atendo — sai mais barato e mais simples de operar num servidor tradicional bem dimensionado. Cold start de função serverless também vira problema real quando a aplicação precisa responder rápido o tempo todo, o que já discuto em quando monólito ainda aguenta escala.
O erro que vejo times cometerem
Migrar tudo pra serverless só porque é a tendência do momento, sem medir o padrão real de tráfego, geralmente termina em conta de nuvem mais alta e complexidade operacional maior do que o problema original. Arquitetura boa nasce do padrão de uso, não da moda.


