"Vibe coding" virou o termo da moda pra descrever quem programa só descrevendo o que quer e aceitando o que a IA gera, sem ler o código produzido. Funciona pra protótipo descartável. Pra qualquer coisa que vai pra produção e vai ser mantida por anos, é a receita pra uma dívida técnica que ninguém no time entende.
O risco que ninguém fala
Código que ninguém entende não é só um risco técnico — é um risco de negócio. Se o único programador que sabe explicar aquela função sai da empresa, ou se a IA parar de estar disponível, o sistema vira uma caixa preta. É o mesmo problema que vejo em código mal escrito por humanos, só que em escala maior e mais rápida.
Onde eu uso vibe coding sem culpa
Script descartável, prova de conceito que será jogado fora, protótipo pra validar uma ideia com cliente antes de investir tempo de verdade — aí sim, deixo a IA gerar sem revisar cada linha, porque aquele código não vai viver o suficiente pra virar problema.
A régua que uso pra decidir
Pergunto: esse código vai pra produção? Vai ser mantido daqui a 6 meses por mim ou por outra pessoa? Se a resposta for sim pra qualquer uma, eu leio e entendo cada linha antes de aceitar — o mesmo cuidado que já descrevo em como uso IA no dia a dia.



