Vivo de PHP e Laravel há anos, mas continuo estudando Java por opção, não por necessidade imediata de projeto. A razão é que Java me obriga a pensar em tipagem forte, verbosidade proposital e estrutura explícita de um jeito que PHP, mesmo tipado a partir da versão 8, não exige com a mesma rigidez.
O que Java ensina que PHP não força
Em Java, uma interface é um contrato levado a sério pelo compilador — o código simplesmente não compila se você não implementar exatamente o que foi prometido. Isso reforça uma disciplina de design que em PHP fica mais a critério de convenção e boa vontade do desenvolvedor. Estudar essa rigidez me deixou mais consciente de quando estou sendo relapso com contrato de interface no meu próprio código Laravel.
Não é sobre trocar de linguagem
Não estudo Java pra migrar de stack — estudo porque cada linguagem carrega uma filosofia de design diferente, e entender essas diferenças me faz melhor na linguagem que realmente uso no dia a dia. É o mesmo raciocínio geral que me fez evitar virar especialista único em uma única tecnologia ao longo da carreira, como venho comentando desde 17 anos programando.
O que aprendi programando em mais de uma linguagem
Essa exposição a paradigmas diferentes tem um efeito prático concreto no código que escrevo todo dia — é o que detalho no próximo post desta dupla, sobre o que aprendi programando em mais de uma linguagem.



