Preço de projeto na era da IA: como recalculei minhas propostas

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A IA generativa reduziu o tempo que leva pra construir boa parte de um sistema, e isso levantou uma pergunta direta de clientes: "se você usa IA pra programar mais rápido, o projeto não devia custar menos?". Precisei recalcular como precifico projeto pra responder isso de forma honesta.

O que realmente ficou mais rápido

Escrever código repetitivo, sim. Entender o problema do cliente, modelar a solução certa, revisar o que a IA gerou com o rigor necessário, e garantir que o sistema não vai quebrar em produção — isso não ficou mais rápido, porque nunca foi sobre velocidade de digitação.

Como decidi responder a essa pressão de preço

Deixei claro pro cliente que o preço reflete o resultado entregue e o julgamento envolvido, não a quantidade de linhas de código escritas manualmente. Uso IA pra ser mais eficiente, e é justo que parte desse ganho de eficiência beneficie o cliente em prazo mais curto — mas o preço não é uma função linear de "quanto tempo eu levaria sem IA".

O paradoxo que descobri

Com IA cobrindo a parte mecânica, o valor do meu trabalho ficou mais concentrado no julgamento — a parte que sempre foi mais difícil de precificar, mas que sempre foi a parte que realmente importava. Fico mais tempo pensando em arquitetura e menos tempo digitando, o que no fim beneficia o próprio cliente.

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